domingo, 26 de abril de 2009

Livros-parte II

Leitura. Quanto prazer eu tenho nesse hábito! Tirar uma hora do meu dia para ficar no meu quarto, sozinha, deitada numa rede macia com um travesseiro na cabeça, bem confortável, como é bom; pego o meu livro, ele está ali, com a marcação exata como da última vez que o deixei; as palavras...que degustação maravilhosa, o passar das páginas...que som mais aconchegante...

O livro da vez de hoje já tinha lido há muito tempo, salvo não me engano, na 8º série. É um livro singelo, curto, entretanto, evidentemente marcante, inesquecível devido a sua força poética, e por isso mesmo, apreciado por todas as idades. O personagemzinho principal é daqueles que quando você termina de ler,você pergunta para as estrelas: Ei, tu existes mesmo? Estais aí?

É um livro que discursa sobre o valor da amizade e da dedicação. Certamente, é um dos livros que influenciou bastante na construção da minha identidade e na minha percepção de mundo, pois realmente o essencial é invisível aos olhos e é a isso que dou valor de verdade.



O Pequeno príncipe de Antoine de Saint-Exupéry é inspirador em todos os seus simples, mas sábios ensinamentos, recheado de verdades que nunca devem ser esquecidas; nunca devem...contudo, infelizmente são...então cabe a nós lembra-las! Certa vez aprendi que é necessário dar para as pessoas muito mais do que recebemos delas. Uma vez que se você tem a capacidade de dar, você tem a abençoada capacidade de receber. Do contrário, a premissa não e verdadeira.

A história começa com Exupéry contando que quando tinha 6 anos adorava desenhar; ele desenhou uma jibóia que tinha engolido um elefante, e dessa forma, a jibóia ficava semelhante a um chapéu. Assim ele perguntava para as pessoas se o seu fascinante desenho lhes causavam medo. As pessoas respondiam: ‘’porque um chapéu daria medo?’’ Descontente com a resposta, resolveu deixar o seu desenho um pouco mais explícito; resolveu desenhar o interior da jibóia, afinal de contas temos que explicar tudo para as pessoas grandes, elas não aprendem nada sozinhas! Mas quando finalmente ele explicou, elas o aconselhou a deixar os desenhos e a dedicar-se de preferência à matemática, geografia, gramática, história.

A esse tipo de gente que desencoraja, desestimula, não devemos dar muitos ouvidos...elas não compreendem nada...não são as melhores para darem conselhos; foi ele então seguindo com a sua vida, virou piloto, conheceu várias pessoas, mas nunca encontrou alguém com quem realmente pudesse conversar...Até que um dia, sofreu um acidente aéreo no meio do deserto, foi nessa circunstâcia que ele encontrou o príncipe de um planeta pequenino, que assim como ele compreendia o significado da vida; que assim como ele não queria mais ficar só. A partir daí segue a narrativa com a descoberta do outro, do conhecimento mútuo, o diálogo entre os dois, da troca de experiências vividas, e aos poucos, como deve ser, vai nascendo uma amizade...nossa, há tanto o que dizer desse livro incrível, eu tenho tanto a dizer...mas agora convém que eu termine aqui com uma passagem do livro que eu acho linda, delicie-se! Até aproxima!

capítulo VII

''No quinto dia, sempre graças ao carneiro, este segredo da vida do pequeno príncipe foi de súbito revelado. Perguntou-me, sem preâmbulo, como se fora o fruto de um problema muito tempo meditado em silêncio: - Um carneiro, se come arbusto, come também as flores? Um carneiro come tudo que encontra. Mesmo as flores que tenham espinho? Sim. Mesmo as que têm. Então. . . para que servem os espinhos? Eu não sabia. Estava ocupadíssimo naquele instante, tentando desatarraxar do motor um parafuso muito apertado. Minha pane começava a parecer demasiado grave, e em breve já não teria água para beber. . . - Para que servem os espinhos? O principezinho jamais renunciava a uma pergunta, depois que a tivesse feito. Mas eu estava irritado com o parafuso e respondi qualquer coisa: - Espinho não serve para nada. São pura maldade das flores. - Oh! Mas após um silêncio, ele me disse com uma espécie de rancor: - Não acredito! As flores são fracas. ingênuas. Defendem-se como podem. Elas se julgam terríveis com os seus espinhos ... Não respondi. Naquele instante eu pensava: "Se esse parafuso ainda resiste, vou fazê-lo saltar a martelo". O principezinho perturbou-me de novo as reflexões: - E tu pensas então que as flores ... - Ora! Eu não penso nada. Eu respondi qualquer coisa. Eu só me ocupo com coisas sérias Ele olhou-me estupefato: - Coisas sérias ! Via-me, martelo em punho, dedos sujos de graxa, curvado sobre um feio objeto. - Tu falas como as pessoas grandes! Senti um pouco de vergonha. Mas ele acrescentou, implacável: - Tu confundes todas as coisas ... Misturas tudo ! Estava realmente muito irritado. Sacudia ao vento cabelos de ouro: - Eu conheço um planeta onde há um sujeito vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão somas. E o dia todo repete como tu: "Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério!" e isso o faz inchar-se de orgulho. Mas ele não é um homem; é um cogumelo! - Um o quê? - Um cogumelo! O principezinho estava agora pálido de cólera. - Há milhões e milhões de anos que as flores fabricam espinhos. Há milhões e milhões de anos que os carneiros as comem, apesar de tudo. E não será sério procurar compreender por que perdem tanto tempo fabricando espinhos inúteis? Não terá importância a guerra dos carneiros e das flores? Não será mais importante que as contas do tal sujeito? E se eu, por minha vez, conheço uma flor única no mundo, que só existe no meu planeta, e que um belo dia um carneirinho pode liquidar num só golpe, sem avaliar o que faz, - isto não tem importância?! Corou um pouco, e continuou em seguida: - Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla. Ele pensa: "Minha flor está lá, nalgum lugar. . . " Mas se o carneiro come a flor, é para ele, bruscamente, como se todas as estrelas se apagassem! E isto não tem importância! Não pôde dizer mais nada. Pôs-se bruscamente a soluçar. A noite caíra. Larguei as ferramentas. Ria-me do martelo, do parafuso, da sede e da morte. Havia numa estrela, num planeta, o meu, a Terra, um principezinho a consolar! Tomei-o nos braços. Embaleio. E lhe dizia: "A flor que tu amas não está em perigo... Vou desenhar uma pequena mordaça para o carneiro... Uma armadura para a flor... Eu..." Eu não sabia o que dizer. Sentia-me desajeitado. Não sabia como atingi-lo, onde encontrá-lo... É tão misterioso, o país das lágrimas !''

4 comentários:

  1. genial! gosto da parte do dialogo com a raposa...

    (queremos a parte III, hehe)

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  2. ahauhsaushau...eu sei q sou genial!kkkkkk

    breve livros-parte 1+1+1, ok!! te acalma, te acamla!

    e a parte do dialogo coma rapoza é sensacional, sensacional, tb adora essa... ;D

    bjuxxx brigadeiro( pq convenhamos...foi o assunto da semana o seu aumento na produção de melanina...)kkkkk

    mutant

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  3. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...

    ESSA DOEU ;_;

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