Quantos passos são necessários para chegar aonde se quer?
Engraçado como sempre procuramos um heroi. Ao vermos nos outros a capacidade de superar os próprios limites, sentimo-nos um pouco mais aptos a superar nosso próprios. Assim como odiamos todos os vilões por nos mostrarem nossos defeitos, adoramos os herois por nos mostrarem nossas potencialidades.
Entretanto, só cada um tem a dimensão do quanto já percorreu. Muitas vezes os pasos são dados no escuro, sem ninguém por perto. Esses são importantes. São até mais bonitos. Quando repetir até a exaustão, sem ninguém ver, se torna prazeroso pelo processo em si, fica-se livre para entender todas as possibilidades possíveis, pois não estamos mais fazendo algo buscando validação externa para constatarmos se aquilo é o certo; estamos fazendo simplesmente por/para nós mesmos, então É O CERTO.
Não confunda autoconhecimento com egoísmo. Pois muitas das vezes, para ajudar o outro é necessário conhecer, no mínimo, como eu posso ajudar. E isso não é possível se não há a vaga percepção das próprias qualidades. É essa noção que dá segurança aos herois para agirem como agem. Sem buscar validação exterior. Inspirados nos próprios instintos.

Uma breve história...
O norte-americano Lance Armstrong, após er sido abandonado pelo pai ainda muito cedo, inicia sua carreira no mundo desportivo. Com apenas treze anos venceu uma prova de resistência para jovens.
No ano de 1992, após ter trocado os tênis por uma bicicleta, Lance termina em último lugar uma renomada competição ciclística na Espanha. Prova esta que viria a vencer três anos mais tarde.
Descobre, então, que tem câncer no testículo e, não bastasse isso, são diagnosticados dois outros grandes tumores, um no pulmão e outro no cérebro.
“Enganaste-te na pessoa ao escolheres um corpo para viver, cometeste um erro porque escolheste o meu”. Disse Lance em uma entrevista, disposto a lutar contra a doença.
Aos 25 anos de idade e após anunciar grave doença, o ciclista, para quem os médicos deram 40% de chance de viver e com quem os patrocinadores recindiram contrato, viu-se obrigado a vender a casa e o carro.
Ao término da quimioterapia, anunciou sua volta às competições. O resultado: sete vezes campeão consecutivo do Tour de France, mais renomada prova do ciclismo mundial. Após esse recorde, atingido em 2005, anuncia sua retirada das corridas.
Hoje luta pelas vítimas da doença com sua fundação Lance Armstrong e tem dois livros lançados, It’s not about the bike e a biografia Vontade de Vencer – A Minha Corrida contra o câncer.
Estou imaginando aqui quantos arremessos, em treinos, Michael Jordan deve ter feito.
Até brevíssimo post!
Abrasss
-There's no trouble in a bubble, babe-
Uau, a história de vida dele é sensacional. Foi na dificuldade que ele se superou...ninguém nasce herói..se faz um...é incrível como o segredo é só um independentemente de ser um vencedor do Oscar ou do ciclimo: Focar no objetivo e ter a absoluta certeza que vai conseguí-lo...Aí ja era...belíssimo post, Jay!
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